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Os mangues baianos terão mais vida a partir deste final de semana. Nos
dias 14 e 15/03 (sexta e sábado) a Bahia Pesca, vinculada à Secretaria
da Agricultura (Seagri), distribuirá na Ilha dos Frades e na comunidade
de Acupe, em Santo Amaro da Purificação, um milhão de megalopas
(filhotes) de caranguejos.
A Ilha dos Frades ficará com 40% do total, enquanto que o restante será
colocado no meio ambiente de Santo Amaro. A ação faz parte do Programa
Integrado de Manejo e Gerenciamento do Caranguejo-Uçá (Puçá), realizado
pela Bahia Pesca.
Os animais foram criados em laboratórios da Bahia Pesca, na Fazenda
Oruabo, onde passaram cerca de duas semanas em tanques com temperatura e
salinidade da água monitorada. A boa adaptação permitiu que os
crustáceos evoluíssem para a fase atual, chamada de megalopas, quando
estão prontos para serem colocados na natureza.
“A distribuição das megalopas será acompanhada por um trabalho de
educação ambiental, realizada pela Fundação Baía Azul, com as
comunidades que vivem no entorno dos mangues onde deixaremos os
animais.
A ação é uma vitória para a comunidade, que no futuro poderá colher os
frutos de um mangue cheio de vida, e para o meio-ambiente, já que os
mangues são verdadeiras incubadoras de diversas espécies
importantíssimas para o meio ambiente”, explica o presidente da Bahia
Pesca, Cássio Peixoto.
O processo de produção dos caranguejos em cativeiro começa com a captura
de fêmeas ovadas (“grávidas”) da espécie. Estes animais são colhidos
preferencialmente no mesmo habitat em que as megalopas serão
distribuídas no futuro.
Os animais são alimentados com peixe e camarão até a eclosão dos ovos. É
neste momento que “nasce”, em forma de larva, a iguaria tão apreciada
por baianos e turistas. As larvas então são colocadas em tanques onde se
alimentam de microalgas e micro crustáceos e vão se desenvolvendo até
atingirem o estado de megalopas.
Materia original: Tribuna da Bahia
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