Ney Silva
Promovida pela Igreja Católica com a participação das 39 paróquias da
Arquidiocese de Feira de Santana, a 2ª Caminhada do Perdão realizada na
manhã deste domingo (16), reuniu cerca de 20 mil pessoas. O arcebispo
Dom Itamar Vian ficou impressionado com tanta demonstração de fé do povo
católico. "O objetivo deste evento é levar as pessoas a um encontro
consigo mesmo, com os outros e com Deus", afirmou. Ele disse ainda que a
caminhada, a partir desde ano, passa a integrar o calendário oficial da
igreja católica e sempre será realizada no segundo domingo da quaresma.

A caminhada iniciou-se por volta das 7h com uma concentração dentro e
fora da igreja dos Capuchinhos. Aos poucos as caravanas de ônibus e de
veículos menores como vans e micro-ônibus, começaram a chegar da zona
rural de Feira de Santana e de cidades da micro-região em que as
paróquias pertencem a Arquidiocese.

Por volta das 7h40, as pessoas começaram a caminhada pela Avenida
Presidente Dutra, Felinto Marques Cerqueira e depois seguiram pela
avenida Getúlio Vargas com destino ao Alto do Cruzeiro onde assistiram a
missa campal celebrada por Dom Itamar e com a participação de 50
padres. Durante o trajeto, os fiéis puderam se confessar.
A praça em frente à igreja do Senhor do Bonfim ficou lotada. As pessoas
estavam emocionadas, cantavam e rezavam. Nas ruas próximas a igreja, o
trânsito foi interrompido devido a grande quantidade de veículos de
passeio e ônibus estacionados.
Enquanto as pessoas iam chegavam a praça, o grupo de cântico da paróquia
Senhor do Bonfim fazia uma apresentação, animando a todos. Foram
colocadas dezenas de cadeiras na área em frente o palco, que não foram
suficientes para atender a grande quantidade de pessoas.
Na opinião do frei João José Monteiro Sobrinho, a Caminhada do Perdão é
muito importante porque esse sentimento se faz necessário como conduta
para uma boa convivência com as pessoas. "Além dessa parte social, nós
temos a parte religiosa, teológica e evangélica. Vamos lembrar o que o
Cristo nos disse: Devemos perdoar e querer bem as pessoas", afirmou.
Ele ressaltou ainda que vivemos em um mundo muito violento e toda vez
que se busca através do perdão, pessoas que nos ofenderam e a quem nós
ofendemos, acaba-se buscando a paz que se tanto deseja.
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