As condições do transporte público de Feira de Santana e um possível
reajuste na tarifa foram discutidos na manhã desta quinta-feira (13)
durante uma Audiência Pública realizada na Câmara Municipal a pedido do
vereador Alberto Nery (PT), que também é presidente da Comissão de
Infraestrutura, Transportes e Urbanismo da Casa Legislativa.
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Em documento, empresários propõem reajuste de tarifa de ônibus para R$ 2,94
Alberto Nery defendeu a necessidade do debate, já que a população pede pela melhoria do setor. Ele disse que existe uma solicitação das empresas de ônibus da cidade pedindo um reajuste da tarifa, que atualmente custa R$ 2,35, para R$ 2,94, e afirmou que uma comissão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) está realizando estudos para saber se existe a necessidade do aumento e para qual valor.
Em documento, empresários propõem reajuste de tarifa de ônibus para R$ 2,94
Alberto Nery defendeu a necessidade do debate, já que a população pede pela melhoria do setor. Ele disse que existe uma solicitação das empresas de ônibus da cidade pedindo um reajuste da tarifa, que atualmente custa R$ 2,35, para R$ 2,94, e afirmou que uma comissão da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs) está realizando estudos para saber se existe a necessidade do aumento e para qual valor.
“É preciso esse debate com a contribuição de todos e, assim, chegarmos
há algum encaminhamento para a melhoria do transporte de Feira”,
destacou.
O economista do Sincol (Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos
Urbanos de Feira de Santana), Roque Gomes, disse que a proposta do
aumento de passagem foi realizada com base em um cálculo tarifário que
considerou todos os custos que envolvem a operação das empresas de
ônibus.
Ele afirmou que a tarifa que hoje é aplicada na cidade é do ano de 2011,
feita com base nos custos de 2010. Segundo o economista, de 2010 para
2014 houve um aumento de todos os insumos.
Roque Gomes defendeu que, do mesmo modo que a tarifa deve ser justa para
a população, deve dar sustentabilidade à operação das empresas. Ele
ressalta que estudos foram realizados para chegar ao valor de R$ 2,94 e
disse que a questão da qualidade não é um aspecto que compõe o valor da
tarifa. “Esse trabalho deve ser executado pelos gestores da empresa, que
devem buscar melhorar a qualidade”, afirmou.
O deputado estadual Zé Neto, que também participou da audiência, disse
que “o transporte coletivo de Feira é uma farsa”. Ele defendeu que o
Ministério Público (MP) deve intermediar diversas questões relacionadas
ao setor, inclusive o aumento da tarifa, e ainda falou sobre a
implantação do BRT (Sistema de Transporte Rápido).
“Se vier o BRT só para o centro, será uma fantasia de cidade moderna.
Como fica a situação dos bairros? Será apenas uma fachada com as pessoas
aguardando horas para se deslocar. Fica todo mundo aqui falando
bonitinho, mas o Sincol que manda no transporte coletivo da cidade. O
transbordo foi um esquema montado para diminuir o número de ônibus e dar
dinheiro aos empresários com o apoio do município e com a conivência de
uma parte da Câmara”, afirmou.
O secretário municipal de Transportes e Trânsito, Ebenezer Tuy, disse
que o município quer transparência no processo de aumento da tarifa e
que estudos estão sendo feitos com seriedade.
“Quando trabalhamos com numerários, não são somente números. O Sincol
nos apresentou diversos documentos mostrando a necessidade desse aumento
tarifário, mas precisamos também de balancetes para ter ideia do
investimento feito pela empresa, pois poucos documentos que
representassem a questão dos custos foram apresentados”, afirmou.
As informações são do repórter Paulo José Acorda Cidade
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