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O
juiz Wagner Cavalieri, da Vara de Execuções Penais de Contagem (MG),
deferiu nesta terça-feira (29) a progressão de pena para o regime
semiaberto e concedeu livramento condicional ao goleiro Bruno Souza pela
condenação relativa a lesão corporal, cárcere privado e constrangimento
ilegal de Eliza Samudio, sua ex-amante. O goleiro havia sido condenado
pela Justiça do Rio de Janeiro em 2010 a quatro anos e seis meses de
prisão pelos crimes que teriam ocorrido em 2009.
No entanto, o goleiro permanecerá preso na penitenciária de segurança
máxima Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo
Horizonte, por conta de mandado de prisão preventiva expedido contra ele
pelo Tribunal do Júri da cidade mineira.
Bruno está preso desde julho de 2010 pela acusação de ter sido o
mandante do assassinato de Eliza Samudio. Sendo assim, ele já cumpriu
mais de um sexto da pena imposta no Rio de Janeiro e somado a um bom
comportamento apresentando na prisão e por ser réu primário à época da
condenação, o jogador obteve o direito de pleitear a progressão da pena.
Segundo a assessoria do TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), o
processo foi transferido do Rio de Janeiro para Contagem (MG) pelo fato
de o réu estar preso no Estado acusado de um crime de homicídio.
De acordo com as investigações, o goleiro seria o mandante do crime,
que ainda contou com a participação de mais sete pessoas. As razões para
o crime seriam a negativa do goleiro em assumir o filho que
supostamente teria tido com Eliza Samudio. O atleta, segundo o
Ministério Público, tentou fazer com que a moça abortasse e, diante de
uma suposta negativa dela, passou a ameaçá-la de morte.
Ainda conforme o MP, após o nascimento da criança, no início de 2010,
o goleiro teria arquitetado um plano para matar Eliza Samudio. Bruno
vai a júri popular pelos crimes de sequestro e cárcere privado,
homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Luiz Henrique
Ferreira Romão, o Macarrão, ex-secretário de Bruno, vai a júri popular
pelos crimes de sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente
qualificado e ocultação de cadáver.
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, vai a júri popular pelos crimes
de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Bola está
atualmente confinado em ala destinada a ex-policiais no presídio
Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, também na
região metropolitana da capital mineira.
Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno, vai a júri popular pelos
crimes de sequestro de sequestro e cárcere privado, homicídio
triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Atualmente responde ao
processo em liberdade.
Dayanne de Souza, ex-mulher do goleiro Bruno, vai a júri popular
pelos crimes de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza Samudio.
Já Fernanda Castro, ex-amante do goleiro Bruno, vai a júri popular pelo
sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio e do filho dela. As duas
respondem ao processo em liberdade.
Outro que está em liberdade é Elenílson Vítor da Silva, ex-caseiro do
sítio do goleiro Bruno em Esmeraldas (MG), apontado pela polícia como
local de cativeiro de Eliza antes de sua morte. Ele vai a júri popular
pelo crime de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza.
Wemerson Marques de Souza, amigo do goleiro Bruno, vai enfrentar o
júri pelos crimes de sequestro e cárcere privado do filho de Eliza
Samudio. Atualmente responde ao processo em liberdade. Um primo
adolescente do goleiro Bruno cumpre medida socioeducativa em Minas
Gerais, determinada por um juiz da Vara da Infância e Juventude de
Contagem (MG), por conta do sumiço de Eliza.
O advogado Rui Pimenta, que defende o goleiro, aguarda um
julgamento de pedido de habeas corpus impetrado no STF (Supremo Tribunal
Federal) para que ele aguarde o julgamento da acusação de homicídio,
ainda sem data definida, em liberdade.
A liminar do habeas corpus com pedido de soltura do goleiro foi
indeferida em dezembro do ano passado pelo ministro Ayres Brito. Agora, o
colegiado do Supremo vai analisar o mérito do HC, em data indefinida.
De acordo com Francisco Simim, que defende o goleiro ao lado de
Pimenta, a defesa está aguardando o resultado do julgamento no STF para
pedir o desmembramento do processo sobre o suposto homicídio de Eliza
Samudio à Justiça. Segundo Simim, a intenção é que os defensores tenham
mais tempo para fazerem suas explanações perante o júri popular.
Em casos com mais de dois réus, explicou o advogado, o Código de
Processo Penal manda acrescer uma hora ao tempo da defesa, que
normalmente é de uma hora e meia, e dividi-lo em partes iguais para
todos os réus. No caso do sumiço de Samudio, são oito réus no total. Com
o desmembramento, a defesa espera ter o tempo total para fazer suas
argumentações.
Entenda o caso
O goleiro Bruno Souza e sete pessoas vão a júri popular, ainda
sem data definida, pela suposta morte de Eliza Samudio, ex-amante do
atleta e que teria tido um filho com ele. Para a Polícia Civil e o
Ministério Público de Minas Gerais, a modelo foi morta em junho de 2010,
na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em
Vespasiano, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.
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