Com
a abertura de seis comportas da hidrelétrica de Itapebi, as
águas do Rio Jequitinhonha transbordaram e invadiram as cidades
de Belmonte e Itapebi, na Costa do Descobrimento, desabrigando dezenas
de moradores e colocando em risco a vida de milhares de pessoas dos
municípios baiano. A informação é do vice-presidente
da Comissão de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos
da Assembleia Legislativa, deputado estadual Marcelino Galo (PT).
Ele está preocupado com a situação da população
local.
O petista afirma que a
enchente não tem relação direta com as fortes
chuvas que caem desde semana passada em Minas Gerais, onde nasce o
Jequitinhonha. Mais de 2000 m³ de água passam por segundo
pelas comportas da usina.
“Realizamos uma audiência
pública em Belmonte no final de novembro e encaminhamos denúncia
ao Ministério Público sobre o acelerado assoreamento
do Rio Jequitinhonha após a construção da Hidrelétrica
de Itapebi. Portanto este não é somente um fenômeno
natural, mas tem relação direta com a construção
da hidrelétrica. Esta pode ser a maior cheia desde 1964”,
ressaltou o deputado.
“Agora o que queremos
é uma ação emergencial, por isso acionei o Governo
do Estado e entrei em contato com a prefeitura municipal, para somar
esforços. Entretanto, temos que resolver esta questão
do assoreamento do rio, sob pena de assistirmos outras tragédias
como essa. Mudaram o curso natural das águas e agora a natureza
cobrou o preço”, adiciona Marcelino Galo.
No mês passado o
titular da Promotoria de Justiça Regional Especializada em
Meio Ambiente de Porto Seguro, Dr. Antônio Maurício Soares
Magnavita, recebeu denuncia quanto a situação do Rio
Jequitinhonha e os danos ambientais e sociais causados pela construção
da barragem de Itapebi. Ao apresentar a documentação
e informações colhidas na audiência pública
que tratou do tema no município, Marcelino Galo requereu a
intervenção do Ministério Público visando
à recuperação ambiental do Rio Jequitinhonha.
Na
época, o MP comprometeu-se a exigir um novo estudo para medir
os impactos da construção da Hidrelétrica de
Itapebi e promover uma nova audiência pública em Belmonte
para colher novos depoimentos dos moradores e registrar mais denuncias,
na perspectiva de exigir medidas compensatórias e de recuperação
da área degradada.
Fonte: Tribuna
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