Foto: Hélder é um dos volantes | Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
Desde que desembarcou na capital baiana, encarregado da missão de levar
o Bahia ao título estadual, Paulo Roberto Falcão foi visto como o
‘Salvador da Pátria’. Aquele que chegou para dar uma nova filosofia de
jogo e apagar o passado recente deixado pelo ex-comandante, Joel
Santana. Para quase todos, o suprassumo do futebol defensivo.
Ele conseguiu. Estreou contra o Vitória, no maior clássico estadual, e
mesmo assim colocou um time ofensivo, comparado ao último treinador.
Nada de três volantes. Dois meias e dois atacantes. Algo que encantou e
ganhou aprovação geral da torcida. Desde o seu primeiro jogo, contando
as três fases da Copa do Brasil, Falcão venceu quinze partidas, empatou
quatro e perdeu apenas três. Ajudou o tricolor chegar no topo do ranking
de melhor ataque do Brasil, hoje liderado pelo Santos, próximo
adversário no Brasileirão.
Diversas opções foram testadas pelo treinador, principalmente entre a
dupla de volantes. O que nunca havia passado de dois atletas no setor em
uma partida. No entanto, com a vantagem de jogar as duas finais pelo
empate, o técnico abriu mão da formação inicial, utilizada em todos os
jogos desde que assumiu o clube. A escolha também foi influenciada pelo
momento ruim que vivem os ‘criadores’ do elenco: Morais, Magno e Vander.
Além de Jéferson, lesionado.
Contra o Vitória, nas duas partidas da decisão do estadual, o espírito
Joel Santana baixou no atual comandante, que mandou a campo a equipe com
três volantes. Três atletas com grande poderio de marcação. Para
Falcão, não. São jogadores que sabem criar, mas ao mesmo tempo podem
fortalecer o setor de marcação. A campanha na fase inicial ajudou e o
Bahia chegou ao título com dois empates.
Contra o Grêmio, na primeira partida das quartas de final, o mesmo
esquema. Três jogadores de marcação, que ao contrário dos jogos contra o
maior rival, não conseguiram cumprir nenhuma das funções. Falcão abriu
mão do futebol teoricamente ofensivo e, por isso, ainda não venceu com a
nova formação escolhida. São três partidas, dois empates e uma derrota.
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