sábado, 25 de fevereiro de 2012

Amélia Rodrigues, uma terra com História!

Engenhos de Cana de açucar
 fator de progresso da região
Tendo como base econômica o cultivo e a industrialização do açúcar, o município de Amélia Rodrigues, desde os primórdios de sua história, foi sede de um extenso número de engenhos de açúcar. O Engenho São Bento do Inhatá foi apenas o primeiro de uma série, onde se destacaram o Engenho Novo, o Engenho da Mata (depois Usina Aliança), o Engenho Nossa Senhora de Brotas, que no século XVIII pertenceu a Dona Isabel Joaquina de Aragão, e posteriormente teve sua propriedade transferida para Antônio Joaquim Pires de Carvalho e Albuquerque, depois Barão de Viçosa.
Os engenhos Bângala (de Pedro Argolo Ferrão, no século XIX), Tebaida (construído no século XIX por Domingos Borges de Barros, o Visconde de Pedra Branca, que o vendeu anos depois a José Dias Aleixo) e Triunfo (que no século XIX pertencia a João de Araújo Góes) vieram a seguir. Mas a extensa relação não termina aí. Também no século XIX surgiu o Engenho Ipiranga, de propriedade do major Alcibíades Leão Veloso. Seguindo a trilha do desenvolvimento, foram construídos os alambiques e, finalmente, as usinas, que ainda hoje se constituem o principal fator de progresso do município e da Região do Recôncavo.

Testemunha da "Sabinada"
A história do município de Amélia Rodrigues é marcada por fatos curiosos. Por ocasião do movimento conhecido por "Sabinada", por exemplo, o lugar foi testemunha do desenrolar dos acontecimentos. A revolta teve início em 1837, mas foi entre os dias 11 e 12 de março de 1838 que a tropa revolucionária, sob o comando do tenente-coronel Higino Pires Gomes, deixou o engenho "Capimirim " , seguindo em direção da Vila de Feira de Santana, registrou sua passagem pelo então arraial da Lapa, onde os rebeldes fizeram refeição e descansaram.
A tropa revolucionária era perseguida por tropas legais, comandadas pelos tenentes-coronéis José Feliciano de Morais e José Joaquim Chaves. O acesso usado para chegar ao arraial foi a ladeira de Brotas, onde se travou uma sangrenta batalha, na qual os rebeldes perderam cinco homens e os legalistas, onze. Mas os revolucionários não desistiram. Depois do descanso em Lapa, eles rumaram para a Vila de Feira de Santana, através do arraial de Humildes - hoje distrito do município de Feira de Santana.

Sabinada uma revolta popular
Liderados pelo médico Francisco Sabino Barroso, movimento eminentemente popular, os participantes da Sabinada se opuseram a questão da centralização política que se arrastava desde o início do Brasil Império. Sabino e seus agregados decretaram a criação da República Bahiense. No âmbito social, a nova república, criada em solo baiano, prometia conceder liberdade a todos os escravos que apoiassem o novo governo.

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