O
concurso da prefeitura municipal de Feira de Santana foi realizado
no último domingo (25/03/12), mas segundo a promotora, Luciélia
Silva Araújo Lopes, as provas poderão ser anuladas.
Segundo ela, diante da decisão judicial poderá haver
um redimensionamento do número de vagas, ou até mesmo
alguns cargos poderão não ser oferecidos.
Luciélia afirmou que em janeiro deste ano o Ministério
Público Estadual tomou conhecimento sobre o concurso público
da prefeitura e que durante uma apuração preliminar
foi constado que alguns itens do edital estavam equivocados, mas que
já existia uma ação anterior do ano de 2010 que
iria provocar mudanças e que, por isso, foi requerida a suspensão
do concurso.
De acordo com a promotora, o Ministério Público Estadual
entrou com uma ação civil pública em dezembro
de 2010 solicitando ao poder judiciário a apreciação
da contratação de servidores irregulares pelo município,
ou seja, servidores que não passaram por concurso público.
Ela informou que existia um concurso público da prefeitura
de 2006 que tinha validade até 2010, no qual alguns candidatos
foram aprovados, mas não foram convocados, o que impulsionou
a ação.
“Nós constatamos que essas contratações
irregulares perduravam por anos a fio e que precisavam ser desfeitas.
Existiam até candidatos aprovados trabalhando como terceirizados
no município. Os concursados daquela época precisam
ser convocados e os candidatos atuais precisam ter a certeza jurídica
do número de vagas que estão concorrendo. Quando a gente
peticionou pela suspensão do concurso foi para preservar também
os atuais candidatos”, ressaltou.
Questionada sobre a demora na apreciação do Poder Judiciário
com relação ao pedido do MPE, Luciélia Silva
afirmou que o excesso de trabalho da Vara da Fazenda Pública
de Feira de Santana, que atente mais de 70 mil processos e atua em
diversas áreas, pode ter influenciado.
“Infelizmente tivemos que protocolar uma semana antes do concurso
e não foi uma ação simples, mas que foi decido
antes do concurso. Toda irregularidade tem que ser combatida a qualquer
tempo”, disse a promotora.
A ação foi acatada pelo juiz Roque Ruy Barbosa, da Vara
da Fazenda Pública, mas a notificação não
foi entregue ao município, pois o prefeito Tarcízio
Pimenta não estava na cidade, e por isso o concurso foi realizado
normalmente.
Fonte: Acorda
Cidade
|
Nenhum comentário:
Postar um comentário